imagem-texto III

ainda não encontrei o título que queria pra esses últimos posts e o blog não me deixa optar por um simples sem título. “nome aos bois”, ele determina. então, continuo assim por hora, fazendo vista grossa aos poréns. mas o que interessa é:

da peça do Lume, os “Os Bem-Intencionados”, que está me rendendo “muitos depois”, conto de memória:

um homem envolto em uma bolha alimentada de um montão de coisas do seu interior e exterior. a bolha cresce, cresce, cresce, até estourar. e se desfaz em cacos de vidro que ficam aderidos à superfície da pele, espalhados por todo corpo. os cacos de vidro são a inspiração.

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eu já tive cacos de vidro presos à mucosa da boca, não doía, e achei que eles eram silêncio.