22 de fevereiro de 2007

Era o reinado da beleza.
A tua franja pesada escorregando na pele escura e se detendo ora nos cílios, ora nos dentes. Os seus olhos através dos fios, permanecendo em mim.
Eu não te recompunha porque era no desarranjo aquela intimidade.
Como a natureza te fez bonita, toda linhas de traçado espesso – em movimento. As imprevisíveis combinações de “instantes-borboleta”.
Nem me passou pela cabeça prender-te as asas entre os dedos. Eu sei que não há nada que se possa verdadeiramente reter.
E não há nenhuma segurança em amar.