29 de março de 2007

o avesso

Foi a Solidão quem me deixou na rua por mais tempo esta noite.
Aquela lembrança – vestida de azul no último encontro – cabe em muitas mulheres.
Pouco me importa que o conjunto não seja o mesmo, se eu nunca te tive na inteireza da vida – horas, semanas e meses de partida anunciada – sou bem capaz de me contentar com uma parte pelo todo.
Em qualquer traço ou gesto alheio incomum eu saboreio o mesmo gosto da tua beleza exótica.
O vislumbre da tua fé sustenta a minha paz de espírito.
“Dai-me tuas certezas” – eu clamaria de noite se tivesse o hábito de rezar.

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